domingo, 25 de setembro de 2011

será possível ... ?

Será possível ... amar assim ?

Sinceramente, pensei que este tipo de amor era fantasia ... até o sentir crescer.

Aquele amor, que me faz querer viver um dia, um minuto, um segundo de cada vez, só por saber que te vou poder ver mais tarde ...
Aquele amor, que me faz levantar ás tantas da manhã, quando a vontade é pouca e o sono não ajuda, só por saber que te vou poder ver mais tarde ...
Aquele amor, que quando me alcança a memoria, me aperta o coração de tal maneira, que me faz cair num choro profundo e sofrido ... por saber que te vou poder ver mais tarde, mas que nunca te vou poder tocar ...


sim ...
amar-te, é o que mais vezes me faz chorar, mas é o que mais vezes me faz, e irá fazer sorrir.













vou amar-te para sempre.
para sempre.

*

sábado, 17 de setembro de 2011

"quando abres os olhos, enfrentas a realidade."

"Eu amo-te. - disse ele.
O meu coração parou.
Todos gritavam "feliz 2008", e eu parada no tempo, completamente extasiada, perplexa.
Fechei os olhos, pensando que quando os abrisse, tudo não tinha passado de um sonho, como sempre acontecera ... mas em vez disso, deixei-os fechados e apreciei o momento mais um pouco.
Sentia-te cada vez mais perto, mas antes que pudesse pensar, os teus lábios tocaram os meus ... de uma forma tão graciosa e leve, que um arrepio me percorreu o corpo inteiro.
Não ousei abrir os olhos.
Este era, sem duvida, o sonho mais bonito e realista que alguma vez tivera, e que jamais se iria repetir.

As tuas mãos envolveram-me num aperto de ternura e paixão, deixando-me sem fôlego. Percebeste a minha inquietação, e recuaste ... mas, sem abrir os olhos, num gesto só, fiz-te entender que o caminho estava livre para fazeres o que quisesses.
Eu era tua.
Abraças-te-me com força e respiras-te fundo, soltando depois um suspiro tão quente e acolhedor, que me cobriu por inteiro as costas, e que me provocou a maior sensação de felicidade que alguma vez tivera.
Queria tanto abrir os olhos e ver-te ali comigo ... mas tinha tanto medo de "acordar" ...
Ficaria assim adormecida a vida toda, agarrada a ti, sem nunca te deixar ir, se me fosse permitido ... mas não é.

Os sonhos ... são sonhos.

Por fim, a muito custo, abri os olhos.
Primeiro, tudo apareceu um pouco desfocado e turvo.
Pouco depois, o mundo começou a ganhar forma. Estava escuro. Olhei para o lado, e lá estava a cama da minha irmã. Ao lado, a mesinha de cabeceira, a roupa pendurada no cabide ...
Fechei os olhos com força e implorei que voltasses ... mas não voltaste. Nunca mais voltaste.
As vezes pergunto-me o que teria acontecido, se não tivesse aberto os olhos.
Desculpa ...


amo-te."