segunda-feira, 25 de julho de 2011

amigos para sempre.

Preciso tão inesperadamente de falar contigo! mas, sinceramente, não sei o que te dizer ...
o que sinto ? de tudo um pouco ... raiva, angustia, paixão, ansiedade, dor, inquietação, desejo, mas sobretudo, amor. muito amor. tanto, que simplesmente não cabe num coração tão pequeno e frágil, como o meu ...
Explodi ... voei.
o que restou ?
saudade ... tua.


Posso pedir-te uma coisa ? Prometo que nunca mais peço nada.
nunca me deixes, por favor ... por favor.
estou a ser muito egoísta quando digo isto, mas não consigo ... viver sem ...


as gargalhadas que enchem as manhas daquele cheiro de primavera, os abraços que dão força para suportar o mundo, os sorrisos que aquecem quando o inverno não ajuda.
sem ti ... não, não quero pensar ... é demasiado doloroso.

se alguma vez desapareceres, o meu coração vai contigo.
para que é que preciso dele, se tu não estás ?

ele pertence-te.

não vás, nunca.
promete-me


promete.


(se és meu amigo, este texto é para ti. amo-te)

domingo, 24 de julho de 2011

Ele.

Não sei como começar, não sei como desenvolver, mas sei perfeitamente o que quero dizer.
O que quero dizer, o que quero exprimir, o que quero partilhar com o mundo.
Uma palavra. Uma só palavra que me deu vista, quando a cegueira era quase total.  Uma só palavra, que mudou tudo … desde a forma de ver, à forma de sentir.
E que sorte, que grande sorte que tive. Procuraste-me desde sempre, e desde sempre eu te fugi, inconscientemente.

Esta palavra, é única … e é tão grande. Tão cheia de significados, de sentimentos. Tão cheia de conforto, de graça, de ajuda, de prece, de fé! Uma palavra tão cheia de Tudo, mas que em tempos, foi tão cheia de nada …

De inicio, estava receosa. Não a conhecia, e já assim, tinha tanto medo de a desiludir. Desiludi muitas vezes, mas ainda assim, não ousou fechar-me os braços, e por isso, estou-lhe eternamente grata.  

Sempre que me fecho ao mundo, sempre que entro na escuridão e não tenho quem me guie, sempre que as lágrimas não me obedecem e o choro é contínuo, ela aparece … e mostra-me a entrada de novo no mundo, acende-me uma vela e caminha ao meu lado, enxuga-me as lágrimas e beija-me de leve a alma. E aí, eu percebo.

Tudo vale a pena quando me lembro e sei, que ela está comigo.
Quando pensares que estás sozinho, lembra-te, não estás.


Deus está sempre contigo, sempre.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

escrever com lágrimas.

eu quero escrever, quero ... mas todos os meus pensamentos e sentimentos se uniram ás minhas lágrimas.
e eu, parada, a vê-las cair na folha branca. as minhas mãos não mexem, o meu corpo não se move.
tenho tantas saudades tuas.
era capaz de escrever o mundo, só porque sinto ... que não estás.
alguma vez estiveste ?

tanta coisa que te quero dizer, tanto que te quero contar do meu mundo. tanto pensamento, tanto entusiasmo!

e sim, o meu mundo ... tão à parte do teu.
agora, tudo o que queria que soubesses, parece vago, inútil, vulgar.

sabes, as vezes pergunto-me se não seria mais fácil seguir outro caminho, mas sempre que esse pensamento surge, o meu coração aperta, com tanta força.
como é que posso procurar a luz que me acende o coração, se essa luz és tu ?

amo-te.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

?

ser humano.
sempre admiti este conceito como um só, e sempre o tratei como uma definição necessária e básica para tentar tirar boa nota na disciplina de ciências da natureza. mas hoje, agora, no meio de tanto pensamento banal, algo diferente surgiu, do nada ...
separei as duas palavras.
Ser. Humano.

procurei o significado de "ser" e de "humano", num grande e pesado livro que intitulamos de dicionário.

"ser: essência; natureza; existência; vida; estado; forma; decorrer; consistir; suceder; causa; ocasionar; produzir; acordar; partilhar; concordar; destinar-se; prestar-se; pertencer; entender; julgar; opinar."

"humano: relativo ao homem; bondoso; compassivo; caridoso; humanitário." 

sabes o que concluí no meio de tantos adjectivos e verbos?
não te conheço. não os conheço. não me conheço.
o que é ser humano ? 

Lanço agora um desafio.
se te perguntasse "quem és tu" sabias responder-me ?
*



2010.

... e a leve brisa quente de verão acariciava-me a cara, envolvendo o meu corpo inteiro num profundo arrepio, de conforto.
... e ali estava eu, na varanda, a olhar a praia quase deserta, a piscina atulhada de gente, especialmente crianças que saltavam e saiam alegremente da água, repetindo o processo vezes sem conta. Ali estava eu, a assistir ao esconder glorioso do sol, o seu maior e mais belo espectáculo, que mesmo apresentado todos os dias, nunca deixa de ser espantoso ... e ali estava eu, a ouvir-vos a brincar lá dentro. O mesmo de sempre, todos aos empurrões a ver quem chegava ao comando primeiro; ouvia as gargalhadas provocantes que as cócegas produziam uns nos outros; ouvia a televisão a murmurar, e percebia logo que tinham esquecido o tão cobiçado comando, pois o que se ouvia eram as noticias; se apurasse um pouco a minha audição, viajava para o andar de baixo, ouvindo o crepitar da comida nos tachos, e só o som me trazia água à boca; ouvia o barulho dos copos de cerveja a saudarem-se um ao outro com prazer, com jovialidade! ... e depois, voltava a mim. Para qualquer outra pessoa, aquilo seria um ruído incomodo e quase insuportável. Para mim, era uma canção. Uma canção encantadora, anestesiante, cativante, uma mistura de cor-de-rosa com lilás e um cor-de-laranja muito claro com uma pitada de brilho. Era, se me é permitido dizer, o paraíso. 
... e aqui estou eu, a sentir a vossa falta. A sentir a falta da varanda, da praia deserta, da piscina atulhada, do glorioso pôr-do-sol, e por fim, da brisa quente. Mas esta ainda vai aparecendo de vez em quando, acariciando-me o corpo sempre que passa, acariciando-me a alma sempre que se revela ... e muitas vezes, quando ela passa, parece que vos consigo ouvir ao longe ... e por momentos, sinto-me naquela varanda, a desejar, como sempre, nunca ter de partir.http://www.youtube.com/watch?v=cMzFvKuZusE&feature=player_detailpage

quarta-feira, 20 de julho de 2011

sempre.

Sabes, as vezes, na correria e confusão que os dias podem ser, parece que me esqueço que te amo. Mas assim que me lembro, oh … os meus olhos ganham vida, os meus lábios esboçam um sorriso tão humilde e inocente, que se me visses, juro que não me resistias. As minhas mãos apertam-se fortemente uma contra a outra, de uma forma tão calorosa e esperançosa, mas ao mesmo tempo, tão insegura … e depois, depois a razão chama. O sonho cai na realidade. Os meus olhos sofrem, os meus lábios tremem, e as minhas mãos afastam-se lentamente, enxugando a dor que me escorre pela cara.

Agora entendo. Amar pode ser a sensação mais recompensadora do mundo, mas apenas quando é partilhada.

E no meio desta mistura de sentimentos que levam uma pessoa à exaustão, depois de ter caído enumeras vezes, de ter batido com a cabeça sempre na mesma parede, consigo levantar-me e dizer “eu vou esperar”, porque no momento em que os meus olhos sofrem e os meus lábios tremem, eu lembro-me da razão pela qual eles ganham vida e pela qual um sorriso tímido vai nascendo e crescendo.

Eu vou estar sempre à tua espera.

Sempre.