quarta-feira, 25 de abril de 2012

Adeus.


Neste momento, nem sei bem em que pensar. Todo o tipo de sentimentos, imagens, sons, cores, sombras, me entram na mente. Viajam incansavelmente, como se procurassem algo, que nem eles próprios sabem o que é. Como eu.

O que eu procuro, o que eu desejo, o que me faz feliz, o que me consegue levantar todos os dias e viver o mundo, eu já não o encontro. E se soubesses o quanto dói o ter perdido.
Dói … já nem sei mais o que dói, de tão banal que passou a ser a dor.

Sonho que os meus sonhos me escapam entre os dedos, sem poder fazer nada.
Vejo-os dizerem-me adeus sem preocupação, e eu grito, eu suplico-lhes que voltem, eu corro o máximo que posso, até me doerem as pernas, até cair, até as lagrimas romperem os meus olhos em sofrimento … até que paro. Paro, e vejo-os a desaparecer da minha vida, sem força ou coragem para os mandar voltar ...e eles cada vez mais longe.

E assim, sem deixar rasto, desaparecem …

Podia dizer que vivo na esperança que eles voltem, mas a esperança foi criada para os fortes, os fracos ficam-se pela saudade de algo que tiveram e deixaram ir.

Amo-te*

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