Quem não se engana a escrever? Quem não comete erros? Quem não pensa em rebobinar o passado?
As miragens são tão reais e tão falsas ao mesmo tempo. Quando é que me tornei uma? Feliz, triste, sei lá, nada é preto no branco agora. Tanto o sol está lá no alto, a queimar-me deliciosamente a pele, como chega a noite e a lua não aparece.
Fundo-me tão bem com a escuridão, as vezes só quero ser parte dela. Mas não deixa. Seria tão fácil, tão indolor. Tenho-a tatuada, bem no centro ... mas por opção própria, engraçado.
Tenho saudades de quando não éramos, mas não vivo sem ela nos dias que correm.
Desculpa. Eu não queria. Mas é. E preciso de alguém que me apanhe, mas que não faça perguntas. Ou melhor, penso que preciso, porque no fundo, não quero ser salva.
Porque nunca vai parar.
É possível ser feliz assim? As vezes parece que sim, mas apercebo-me que é momentâneo. Completamente momentâneo. Sempre à espera que algo quebre, que a notícia chegue, que a respiração pare.
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