Não sei como começar, não sei como desenvolver, mas sei perfeitamente o que quero dizer.
O que quero dizer, o que quero exprimir, o que quero partilhar com o mundo.
Uma palavra. Uma só palavra que me deu vista, quando a cegueira era quase total. Uma só palavra, que mudou tudo … desde a forma de ver, à forma de sentir.
E que sorte, que grande sorte que tive. Procuraste-me desde sempre, e desde sempre eu te fugi, inconscientemente.
Esta palavra, é única … e é tão grande. Tão cheia de significados, de sentimentos. Tão cheia de conforto, de graça, de ajuda, de prece, de fé! Uma palavra tão cheia de Tudo, mas que em tempos, foi tão cheia de nada …De inicio, estava receosa. Não a conhecia, e já assim, tinha tanto medo de a desiludir. Desiludi muitas vezes, mas ainda assim, não ousou fechar-me os braços, e por isso, estou-lhe eternamente grata.
Sempre que me fecho ao mundo, sempre que entro na escuridão e não tenho quem me guie, sempre que as lágrimas não me obedecem e o choro é contínuo, ela aparece … e mostra-me a entrada de novo no mundo, acende-me uma vela e caminha ao meu lado, enxuga-me as lágrimas e beija-me de leve a alma. E aí, eu percebo.
Tudo vale a pena quando me lembro e sei, que ela está comigo.
Quando pensares que estás sozinho, lembra-te, não estás.
Deus está sempre contigo, sempre.
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